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Saiba Como Auxiliamos Nosso Cliente a Escolher uma Embalagem Mais Apropriada Para Sua Pamonha Congelada

pamonha

A pamonha é um alimento tipicamente brasileiro que tem ganho cada vez mais espaço no mercado. Visto que iniciou-se a produção de uma nova modalidade, a pamonha congelada ou pamonha pocket, como é chamada por algumas marcas. A pamonha congelada é prática, fácil de consumir a qualquer momento e de armazenar, além de ter maior vida útil. Porém, para que isso seja possível, é necessário que a embalagem utilizada tenha propriedades muito específicas.

Você sabe como é produzida a pamonha congelada? Para congelar as pamonhas e dar ao cliente a praticidade de aquecê-las, em banho maria ou no micro-ondas dentro da própria embalagem, ela precisa ser feita de um material resistente a uma grande variação de temperaturas. Além disso, pode-se cozinhar a pamonha já embalada no processo produtivo e, para isso, o material da embalagem é um ponto chave do processo. 

Vendo essa oportunidade de expandir o seu mercado e sem saber como acondicionar o seu produto, o cliente nos procurou. A fim de que pudéssemos aconselhar quanto ao melhor tipo de embalagem para essa inovação no produto. Além disso, ele quis também adicionar o cálculo nutricional a partir da receita da pamonha que ele já fabricava. 

Desafios

O cliente queria expandir a sua produção começando a vender em mercados e para que os clientes pudessem consumir posteriormente. Para isso, ele decidiu que iria congelar as suas pamonhas, aumentando assim a sua vida útil. Adicionando essa etapa ao seu processo produtivo ele deixaria de cozinhar e vender as pamonhas na palha de milho. E, então, passaria a embalar a massa crua da pamonha antes do cozimento e elas seriam congeladas nessa mesma embalagem.

Ele sabia que, para isso, ele precisava de uma embalagem plástica e transparente, como a de outras marcas no mercado. Mas, que fosse resistente tanto à temperatura de cozimento em banho maria (próxima de 100°C) quanto das temperaturas de congelamento (entre -50°C e -20°C), dependendo do método escolhido. No entanto, ele não sabia qual embalagem era essa e nem onde encontrá-la.

Análise inicial

Ao receber essa demanda, a Mult procurou entender a produção do cliente e seus objetivos, para podermos oferecer o serviço que mais atendesse às suas expectativas. Em seguida, iniciamos o projeto mapeando o processo produtivo e a formulação das pamonhas. Buscando, assim, entender as marcas de pamonhas já existentes no mercado quanto a composições, vida útil e embalagens utilizadas para as versões congeladas. Dessa forma, pudemos ter uma visão mais ampla do que podíamos fazer para ajudar o cliente a realizar seu desejo.

Solucionando o problema

1. Estudos iniciais

A etapa inicial desse projeto consistiu em levantar dados gerais sobre a pamonha e embalagens usadas no mercado. Assim, foi feita uma pesquisa sobre os ingredientes utilizados comumente em receitas de pamonha e utilizados pelo cliente. Para que fosse possível, então, avaliar quais os principais problemas na conservação desse alimento, o que guiou nossa escolha de material. Além disso, entramos em contato com diversos fabricantes de pamonha congelada, para conhecer o tipo e o material de embalagem que usavam. Ademais, foi estudado o processo produtivo de empresas que produziam pamonhas congeladas, com foco nas etapas de cozimento e congelamento, para entender como as empresas usavam as embalagens nesse processo. 

2. Estudo de materiais

Com os insumos coletados, elegemos alguns materiais como possibilidades para o embalamento e pesquisamos mais a fundo sobre suas propriedades. Concluiu-se, no entanto, que nenhum desses materiais, sozinho, tinha as propriedades que atendiam à necessidade do cliente, uma vez que os plásticos que resistiam às baixas temperaturas do congelamento, não suportavam a temperatura do banho maria. 

Assim, mudamos de estratégia e começamos a pesquisar sobre blendas plásticas, aditivação plástica e embalagens laminadas, formas de obtenção de filmes plásticos com propriedades melhores, combinando propriedades de diferentes polímeros ou aperfeiçoando-as. Logo descartamos a possibilidade de usar aditivos, como plastificantes, nas embalagens, pois muito desses, quando aquecidos – como aconteceria no banho maria – liberam substâncias tóxicas. Outra opção descartada foi a de usar blendas na embalagem, pois, além de caras, é muitas vezes difícil encontrá-las prontas para compra no mercado e, como a produção do nosso cliente não era tão grande, desenvolver e produzir as blendas não era uma opção viável. 

3. Análise de viabilidade

Passamos a pesquisar, então, fornecedores das embalagens que atendiam aos requisitos da produção de pamonhas. Encontramos fornecedores que produziam as embalagens necessárias no Brasil, o que provou que era realmente uma opção viável. Uma dessas empresas, em especial, produzia uma embalagem com as propriedades que procurávamos, em um volume adequado para a necessidade de produção do cliente e que entregava em Goiás e no Distrito Federal, que é onde o cliente estava. Verificamos, no entanto, que a unidade dessa embalagem era muito mais cara do que a de uma embalagem simples. 

Não descartamos essa opção de uma embalagem, uma vez que ela atendia bem às necessidades do cliente. Porém, decidimos buscar também uma forma mais barata de realizar o sonho de vender pamonhas congeladas, para o cliente tivesse mais opções. Afinal, a pamonha não é um produto de grande valor agregado e o cliente ainda não produzia em escala suficiente para diluir esses custos com embalagens. 

A nossa opção, então, foi procurar fornecedores de um dos plásticos simples, que pela nossa pesquisa tinha boas propriedades de barreira a gases e vapores, boa resistência mecânica e que suportava as baixas temperaturas de congelamento sem se tornar quebradiço. No entanto, ele não resistiria ao banho maria, pois seu ponto de fusão (próximo de 102°C) é muito similar ao da água, o que consiste num risco para a produção.

Precisamos, portanto, pensar em mudanças no processo produtivo idealizado pelo cliente que tornassem seguro o uso desse material e garantissem que ele pudesse vender as pamonhas congeladas, o que era seu objetivo com o projeto realizado pela Mult.

Por Manuela Cota

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