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Antioxidantes, conservantes… Conheça os vários tipos de aditivos alimentares

aditivos alimentares

Laticínios. Sorvetes. Molhos. Cereais. Os aditivos alimentares estão presentes na maioria dos alimentos industrializados, e em muitos artesanais também! Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, aditivos são ingredientes adicionados intencionalmente, mas sem propósito de nutrir. Dessa forma, o objetivo principal deles é modificar as características físicas, químicas, biológicas ou sensoriais do alimento.

Mas essa química não faz mal? Há mitos sobre o uso, sobretudo de conservantes, mas os aditivos podem trazer riscos se usados inadequadamente. Por isso, a ANVISA, alinhada ao Mercosul, dividiu os aditivos alimentares em diversas categorias com funções, instruções e proibições específicas. Assim, ao planejar um produto, devemos sempre nos atentar ao tipo de aditivo e às quantidades permitidas!

Por que usar aditivos alimentares?

Quando alinhados às normas, os aditivos são de muita ajuda na indústria alimentícia. Portanto, sem eles, muitos dos produtos que compramos hoje não teriam metade da validade, do sabor e da aparência

São muito práticos também. Geralmente encontramos os aditivos líquidos ou em pó, e sua aplicação é bem flexível. Também, podemos acrescentá-los durante a fabricação, tratamento, embalagem, armazenagem, transporte e até na manipulação do alimento. Além disso, precisamos de quantidades muito pequenas para atingir o efeito desejado. Basta escolher o aditivo adequado. Assim, vamos conhecer as principais categorias para guiar sua escolha!

Acidulantes

leiteAditivos capazes de ressaltar ou atribuir sabor ácido aos alimentos são chamados acidulantes. Na indústria alimentícia, suas principais funções incluem: aromatizar, ajustar e estabilizar a acidez e auxiliar a fermentação. Um exemplo clássico é o ácido lático. Produzido na fermentação, é um componente importante na transformação do leite em iogurte.

Antioxidantes

limaoQuando entram em contato com o gás oxigênio, os alimentos tendem a se oxidar e desenvolver sabores e odores desagradáveis. Assim, os antioxidantes têm a missão de retardar esse processo, principalmente em alimentos mais gordurosos. Aqui podemos citar o ácido cítrico (sim, é acidulante também!). Este, é encontrado em frutas como laranja e limão. Além disso, é um antioxidante natural muito comum em leite de coco, margarina e óleos.

Antiumectantes e Umectantes

Quem já esqueceu um salgadinho ou cereal aberto certamente viu ele ganhar um aspecto “borrachudo”. Isso porque alimentos mais sequinhos perdem a crocância em contato com o ar (descubra por quê). Então, para salvar os lanchinhos, usamos antiumectantes: aditivos alimentares capazes de absorver água do meio sem ficar fisicamente úmidos. Um representante dessa classe é o dióxido de silício, muito comum em temperos em pó. 

Em contrapartida, temos os umectantes, como o sorbitol e o glicerol. Por prevenir o ressecamento, os umectantes são muito populares entre alimentos como brownies, em que é valorizado o aspecto “molhadinho” .

Conservantes

Dentre os potenciais inimigos da sua produção, os microorganismos com certeza merecem posição de destaque. Assim, se o meio for propício para o desenvolvimento dos microorganismos, rapidamente o produto se deteriora e perde a qualidade. Logo, uma solução é o uso de conservantes. 

Esse grupo muito polêmico é cercado por mitos e verdades, mas é muito explorado na indústria alimentícia. Isso porque ao prevenir ou impedir o crescimento microbiano, é possível evitar alterações químicas indesejáveis e prolongar a validade. Mas, os aditivos não estão sozinhos nessa luta, conheça outras dicas para aumentar a vida útil!

Corantes

Os corantes também são uma classe de aditivos alimentares! Utilizados há muitos séculos, os corantes conferem ou realçam a cor dos alimentos, deixando-os mais atrativos. Eles podem ser obtidos artificialmente, mas também existem muitos corantes naturais! Além disso, possuem grande utilização na indústria alimentícia, pois a competitividade dos produtos está diretamente ligada à sua estética. Os corantes mais utilizados incluem extratos de urucum, cúrcuma, tartrazina e antocianinas.

Edulcorantes

Já reparou nas frases “não contém açúcares” e “sem adição de açúcares” em rótulos de alimentos ou bebidas doces? Se sim, provavelmente esses gêneros alimentícios contêm edulcorantes. Os edulcorantes têm como  principais características: conferir sabor doce aos alimentos. Ademais, auxiliam na redução da ingestão de calorias.

Essa classe de aditivos alimentares é importante para pessoas que possuem limitações quanto ao consumo de açúcar. Tais restrições podem ser tanto por saúde, como para os portadores de diabetes, como corretivas, voltadas à perda de peso. Dentre os edulcorantes os mais conhecidos estão a sacarina, o aspartame e a stevia.

Espessantes

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Os espessantes aumentam a viscosidade dos alimentos, melhorando sua textura e consistência sem alterar outras propriedades. Alimentos que comumente utilizam espessantes são as geleias, gomas de mascar, molhos, sorvetes, laticínios e itens de panificação. Alguns dos espessantes de origem natural são a goma xantana (advinda de bactérias) e o ágar-ágar (extraído de algas). Além disso, eles podem ser usados para diminuir a alteração de textura de alimentos congelados.

Estabilizantes

Sabemos, desde cedo, que água e óleo não se misturam. Então como conseguimos fazer essa mistura nos alimentos? Afinal, uma indesejada sedimentação prejudicaria a venda dos alimentos e a competitividade no mercado. Nesse contexto, os estabilizantes são importantes para conservar a homogeneidade dos produtos. Dessa forma, impedem que os diferentes ingredientes da receita se separem. 

Além disso, outras funções dos estabilizantes são: evitar a cristalização dos alimentos, aumentar a viscosidade, formar e estabilizar espumas. O mais comum é a lectina de soja, conhecida por estabilizar misturas de água e óleo.

Flavorizantes

Alimentos e bebidas oferecem aos consumidores diversas experiências sensoriais. Como já vimos, os corantes são responsáveis por intensificar a cor desses produtos. Já a categoria denominada flavorizantes contém aditivos que conferem ou intensificam aromas e sabores, outros importantes aspectos sensoriais. Eles são utilizados em alimentos industrializados, como balas, biscoitos recheados e sorvetes. Por exemplo, o flavorizante butanoato de butila confere aroma e sabor de morango.

Conclusão

Como vimos, os aditivos podem proporcionar melhor qualidade aos produtos e solucionar diversos problemas na produção. Além disso, possuem grande importância com relação à conservação, apesar de existirem outros fatores atrelados ao prazo de validade. Atualmente, há diversas categorias de aditivos alimentares no mercado e cada uma delas possui funções específicas. Portanto, um bom aditivo, seguindo as exigências da ANVISA, pode ser o diferencial para potencializar suas vendas! Quer esse diferencial para o seu produto? Entre em contato com a Mult, nós podemos te ajudar!

Ana Flávia Ribeiro e Catarina Wen

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